Considerada uma das maiores empresas de moda do Brasil, o Grupo Malwee representa o setor de moda brasileiro na COP-25 – a Conferência do Clima da ONU, que começa nesta segunda-feira (2/12), em Madri, na Espanha. A empresa foi convidada para apresentar dois cases que abordam seu pioneirismo e contribuições na implementação de iniciativas sustentáveis na indústria têxtil.

 

A head de sustentabilidade da companhia, Taise Beduschi, compartilhará as experiências da empresa nos dias 5 e 6 de dezembro, em painéis que tratam sobre o enfrentamento ao aquecimento global e o engajamento do setor privado no desenvolvimento de uma agenda sustentável.

 

A Malwee foi a primeira marca de moda brasileira a assinar, em outubro deste ano, o termo de compromisso da campanha global Business Ambition for 1.5°C: Our Only Future, lançada pela ONU. A iniciativa busca engajar empresas de todos os países com a meta de limitar o aumento da temperatura média mundial a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais e chegar ao objetivo de zero emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE) antes de 2050.

 

Pioneirismo e investimentos são exemplos para a cadeia de moda nacional

 

A sustentabilidade orienta as ações e os negócios do Grupo Malwee desde a sua fundação, em 1968. Além de manter 4,2 milhões de m² de áreas verdes preservadas em Santa Catarina, a empresa é referência pelo pioneirismo em incorporar tecnologias e processos que reduzem o impacto de suas atividades no meio ambiente.

 

A companhia foi o primeira da América Latina a instalar uma Estação de Tratamento Ecobiológico de Efluentes Industriais e pioneira ao lançar, em 2008, a primeira coleção utilizando malha PET - tecido produzido a partir da reciclagem de garrafas PET. Até hoje, mais de 35 milhões de garrafas já foram retiradas do meio ambiente e transformadas em moda.

 

A empresa também foi uma das primeiras a utilizar algodão desfibrado e poliéster biodegradável em suas marcas. Em 2015, lançou um Plano de Sustentabilidade com metas para serem atingidas em cinco frentes: desenvolvimento de produtos, fornecedores, processos têxteis, varejo e uso e pós-uso. Um dos compromissos era reduzir em 20% a emissão de gases de efeito estufa até 2020. O objetivo, entretanto, foi superado em 2017. A substituição do uso de gás natural por biomassa (recurso natural renovável) permitiu atingir 68% de redução da emissão.

 

Todas as iniciativas levaram a empresa a receber diversos prêmios nacionais, figurando inclusive entre as 10 mais transparentes do mundo, segundo o Índice de Transparência da Moda 2018. 

Comentários