Nos aproximamos do fim do primeiro mês de 2018 e a pergunta que não quer calar é: como vão as resoluções para o novo ano? Algumas propostas já começaram a ser colocadas em prática? 

Vale lembrar que adotar um estilo sustentável não significa deixar a moda de lado. Mas sim, transformar a forma como leva o seu dia a dia: se planejando, conhecendo a origem dos produtos que consome, dando preferência a artigos realmente necessários e evitando o descarte excessivo. (Lembra-se desses passos?)

Neste cenário de preocupação crescente com os recursos naturais e o impacto das atividades humanas ao meio ambiente, cada vez mais o próprio universo da moda se redesenha e adota práticas mais conscientes e sustentáveis. Não apenas os consumidores, como também as produtoras de roupas procuram praticar um comércio cada vez mais justo e contrário à lógica de consumo desenfreado e inconsequente.

Nosso Grupo, sem abrir mão da criatividade na hora de inventar moda, possui diretrizes para reduzir ao máximo o consumo de recursos naturais, as emissões atmosféricas, de efluentes e de resíduos; inovando em processos e parcerias e motivando, constantemente, as pessoas a se tornarem agentes de mudança com responsabilidade social e ambiental. 

Diversas plataformas também já existem para incentivar a mudança do universo fashion para o bem. Uma delas é o aplicativo Moda Simples que, ao contrário de recomendar que o consumidor compre ou deixe de comprar roupas de determinada marca, traz informações para que a escolha seja consciente. A avaliação das principais varejistas de roupas em três categorias de cores é fruto da apuração da equipe de jornalismo da Repórter Brasil, e todas as analisadas foram convidadas a responder um questionário. Aquelas que não responderam foram automaticamente incluídas na categoria vermelha. 

Para se ter uma ideia, de acordo com dados recentes do Google Consumer Survey, ferramenta online de pesquisa, o consumo consciente ganha ainda mais valor em tempos de crise e, no quesito sustentabilidade, nos últimos dois anos, as buscas por roupas usadas cresceram 97% e, por conserto de roupa, 145%. Indicando maior interesse das pessoas por iniciativas, como: Guarda-Roupa Compartilhado, customização e reaproveitamento. 

Personalidades também compartilham com o público como têm adotado um estilo mais sustentável, como Carla Lemos, do blog Modices, que compartilha conteúdos referentes ao consumo consciente e ao empoderamento feminino; Cristal Muniz, do projeto Um Ano Sem Lixo, mostrando que é possível viver com produção mínima de resíduos, planejando-se muito bem antes de comprar qualquer mercadoria; Joana Moura, do blog Um Ano Sem Zara, que percebeu que mudar não é difícil e hoje também recicla, evita produtos descartáveis e consome mais a granel; e André Carvalhal, autor do livro “Moda com Propósito”.  

Todos eles e nós também, defendemos que adotar um hábitos conscientes é garantir a sobrevivência dos nossos descendentes. 

Não precisamos mudar o jeito que gostamos de vestir, apenas entender que muito mais do que uma tendência, a moda sustentável representa um estilo de vida e relaciona-se tanto ao produto quanto à forma como consumimos.  

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