A sustentabilidade é um valor que acompanha o Grupo Malwee desde a sua fundação.

Alcançar o equilíbrio entre o movimento econômico, social e ambiental é um desafio cada vez maior, e é por isso que para nós é importante não só minimizar o impacto de nossas atividades industriais, mas também informar e levar a mensagem de sustentabilidade para a comunidade, demonstrando nossa responsabilidade e incentivando iniciativas para o desenvolvimento da sociedade como um todo.

Tantas foram as iniciativas e ações bem sucedidas, que participamos em 3 categorias do 11º Prêmio Brasil Ambiental promovido pela AMCHAM-RJ. São elas: água, resíduos sólidos e ecossistemas. E o Grupo Malwee foi vencedor na categoria Ecossistemas com o projeto Áreas de preservação ambiental. Essa iniciativa é um grande incentivo para o Grupo Malwee, que agora quer dividir com você a história dessas três conquistas, mostrando que colocar a sustentabilidade em primeiro lugar é uma tarefa necessária e trabalhosa, mas ao mesmo tempo extremamente gratificante.

Veja abaixo um resumo dos três cases:

 

CASE: ÁREAS DE PRESERVAÇÃO AMBIENTAL

O fundador da empresa, Wolfgang Weege (in memoriam), visionário nos negócios e comprometido por princípio ideológico com a preservação dos recursos naturais, tinha como grande desafio conseguir aliar o crescente desenvolvimento econômico com a preservação e conservação da natureza.

Em 1975, em sua primeira viagem à Europa, conheceu diversos lugares, o que resultou na inspiração para a criação de um parque e foi então que resolveu dar início aos estudos de implantação e planejamento do que viria a ser o Parque Malwee. Com 1,5 milhão de metros quadrados, essa área adquirida  era um grande campo com pouquíssima vegetação nativa.

A partir dessa escolha, Wolfgang Weege passou a pesquisar sobre criação de parques, e em seguida, mapeou um longo processo de implantação do Parque Malwee, que duraria cinco anos. Com a aquisição de espécies exóticas trazidas de várias partes do mundo e o plantio de muitas das espécies típicas da região norte do Estado de Santa Catarina, o sonho tornou-se realidade em 1978 e desde lá a empresa busca adotar práticas e iniciativas que tenham este foco, olhando sempre para o futuro inspirada por seu fundador.

Hoje, abriga 16 lagoas, mais de 35 mil árvores e 133 espécies de aves catalogadas. No Parque Malwee há ainda uma casa no estilo enxaimel construída em 1938 (Museu II) e outra em estilo colonial, de 1945 (Museu I).

Essas duas casas, mais o Espaço de Cultura Popular, abrigam o acervo do complexo Museu Wolfgang Weege, localizado dentro do Parque Malwee e mantido desde 1988. O museu está inscrito no Sistema Nacional de Museus do Brasil e atualmente os três espaços guardam relíquias culturais com mais de 1.700 peças, que vão desde coleções de moedas e cédulas, máquinas de escrever e rádios, até trajes e utensílios do cotidiano vivido há mais de 150 anos pelos imigrantes que colonizaram a região. Equipamentos da Firma Weege e teares do próprio Grupo Malwee também fazem parte do acervo.

O Espaço de Cultura Popular Bertha Weege abriga peças que nos remetem a uma viagem no tempo, por meio de equipamentos agrícolas, meios de transporte e maquinários do cotidiano do final do século XIX e início do século XX. Estão lá uma raladeira e uma prensa de mandioca, o arado, a semeadeira, o carro-de-boi e canoas utilizadas para a prática da pesca no litoral de Santa Catarina. Também estão expostas lá bicicletas de várias épocas e origens, carroças, troles e motocicletas.

O Museu I encanta visitantes com seu acervo indígena e os fragmentos arqueológicos encontrados na região. Objetos que demostram o avanço tecnológico dos meios de comunicação como televisão e aparelhos de som, desde o gramofone até tocadores de CD, a transformação dos relógios, desde os relógios de bolso, de parede e despertadores, até os relógios de pulso, equipamentos de defesa pessoal e acessórios de indumentária oficial, minerais de todo o Brasil, artigos de uso pessoal dos índios Caiapós do Mato Grosso do Sul e Xokleng de Ibirama, ferros de passar e muitos outros relacionados à vida doméstica, de trabalho, estudo e lazer também estão expostos no Museu I.

Já o Museu II conta com uma coleção de moedas e cédulas de mais de 50 países e ainda uma coletânea de equipamentos que contam o desenvolvimento da telefonia e da informática, dos ábacos aos computadores. Os espaços abrigam ainda exposições temporárias da produção artística regional e trabalhos acadêmicos.

Além disso, o parque ainda conta com toda uma estrutura para lazer, como churrasqueiras e espaço de eventos, trilhas para caminhada, quadras e campos de futebol, pista de bicicross, ginásio de esportes, um labirinto formado por plantas, pedalinho e duas opções de restaurante.

Como o Parque Malwee possui entrada gratuita e não há nenhum registro de entrada e saída, não é possível contabilizar os visitantes que o local recebe, entretanto, apenas o Museu Wolfgang Weege, recebe anualmente cerca de 32 mil visitantes, o que demonstra o impacto positivo e a importância do local, sendo que para a manutenção Parque Malwee foi investido apenas em 2014 cerca de R$ 1,18 milhão.

Não há dúvida de que os resultados alcançados com a implantação do Parque Malwee durante estes 37 anos são muitos e, alguns, incalculáveis do ponto de vista econômico ou intangíveis sob o aspecto dos benefícios oferecidos à sociedade, impactando na sua qualidade de vida e na melhoria da sua percepção e sensibilidade para a importância de se preservar os recursos naturais.

Porém, é importante frisar que o objetivo maior da conservação da área, da sua vegetação e dos seus animais, levam a um outro ganho de grande valor para a vida urbana: a convivência da população com um santuário ecológico que além de todos os benefícios já citados, alimenta o ciclo preservacionista na medida em que introduz milhares de adultos e crianças na educação ambiental.

O contato frequente das pessoas que visitam o Parque Malwee com a natureza e com os benefícios que ela proporciona é, por si só, uma eficiente campanha de preservação dos recursos naturais. Os alunos das escolas que visitam estes espaços também já descobriram, há muito tempo, esse importante local para o estudo e aplicação de teorias e leituras vistas em sala de aula. São inúmeros os projetos escolares já desenvolvidos dentro do Parque Malwee por crianças e adolescentes de todas as idades. O Parque também é sede de muitos grupos de excursão. Turistas e turmas da terceira idade constituem outro grupo importante de visitantes do Parque Malwee. Por ser gratuito, várias associações e clubes comunitários das cidades da região do Vale do Itapocu direcionam seus integrantes para atividades recreativas ali.

A proposta do Parque Malwee, através dos inúmeros elementos que compõem esse universo, é de instigar, provocar e informar as pessoas para a conscientização na preservação, valorização e respeito, seja dos recursos naturais, seja pela diversidade cultural. Um passeio no Parque Malwee traz em si a consciência em tentar-se transformar o presente, buscando um futuro mais sustentável, mais feliz e mais consciente.

Outras Iniciativas

O Grupo Malwee mantém ainda com outras três áreas, o Pico Malwee (que possui cerca de 1,4 milhão de metros quadrados de área verde nativa preservada, atuando como uma das poucas reservas existentes da Mata Atlântica), a Reserva Fontes e Verdes, uma Reserva Particular do Patrimônio Natural Estadual (RPPNE) que possui uma área aproximada de 1,3 milhão de metros quadrados e 21 nascentes, e uma área de 800 mil metros quadrados na Península Palmeiras, em Rio dos Cedros.

Juntos, estes locais somam aproximadamente 5 milhões de metros quadrados de área preservada que já foram objeto de estudo de instituições e universidades, como é o caso da Universidade Regional de Blumenau (FURB) que analisou e catalogou diversas espécies de aves. Há ainda, projetos pilotos realizados no Parque Malwee em que o foco é a educação e conscientização de crianças e adolescentes de escolas de todo o estado de Santa Catarina.

O objetivo de manter estas áreas de preservação vai além do intuito de contribuir no presente, mas também de garantir que as gerações futuras possam ser beneficiadas por estes espaços e envolver a comunidade a fim de desenvolver nela a cultura da sustentabilidade e da preservação ambiental.

 

 

CASE: ETE – SISTEMA POR MEBRANAS

Com a matriz enraizada no coração da Bacia Hidrográfica do Rio Itapocu, no Norte Catarinense, o principal parque fabril da empresa localiza-se em Jaraguá do Sul e abriga dentro da sua propriedade o curso do Rio Jaraguá, responsável pelo abastecimento de cerca de 500 mil pessoas da região. É deste rio que é captada toda a água utilizada no processo produtivo da empresa e, por essa razão, a sua preservação é objetivo recorrente em projetos ambientais do Grupo Malwee.

Buscando minimizar os impactos do uso desta água tanto para o meio ambiente quanto para a comunidade local, devolvendo-a ao rio de forma correta, o Grupo Malwee desenvolveu uma Estação de Tratamento de Efluentes (ETE).

Instalada em 2003, passou por algumas modificações ao longo dos anos a fim de buscar uma eficiência cada vez maior. A sua primeira versão, implementada de forma pioneira no setor têxtil brasileiro, permitiu que a água utilizada pela empresa fosse tratada e pudesse ser reutilizada no processo produtivo, evitando a necessidade de nova captação de grandes volumes de água, sendo a primeira Estação Eco-Biológica de Tratamento de Efluentes Industriais da América do Sul na época.

A aquisição deste sistema completo foi realizada integralmente com recursos próprios, sem qualquer financiamento bancário ou qualquer outro subsídio. Foram R$ 3,3 milhões aplicados ao longo de 30 meses na compra e instalação de equipamentos, consultoria técnica e treinamento. Além disso, recursos financeiros mensais para a compra de insumos e energia foram essenciais para sua manutenção.

A empresa permaneceu estudando esses processos durante cerca de 3 anos, visando a ampliação e consequente otimização do projeto já existente. A pesquisa abrangeu diversas tecnologias existentes no mercado, entre as quais se destacou a tecnologia do uso de membranas, também conhecida como MBR. Um primeiro olhar sobre o sistema por membranas, apontou algumas vantagens sobre o sistema convencional eco-biológico, tais como: efluentes com melhor qualidade final; não requerer um tanque para separar o lodo da água limpa; grande retenção de bactérias, aumentando a desinfecção; e, menor área construída. Além disso, o sistema oferece risco zero de vazamento de lodo, uma vez que ele é uma espécie de barreira física e impede a passagem de sólidos, por menores que sejam.

Esse sistema de tratamento por membranas funciona utilizando o princípio da filtração. Seu funcionamento pode ser equiparado a grandes canais de tratamento equipados com filtros de membranas (canaletas muito finas com o formato similar a um macarrão do tipo bucatini, ou seja, com um furo menor inserido no seu diâmetro). Essas canaletas, dispostas verticalmente em grandes feixes acomodados em boxes, recebem o líquido efluente em alta pressão e funcionam como eficientes multifiltros, retendo bactérias e todo tipo de contaminação na água. As paredes poliméricas dos fios da membrana tem bilhões de poros, que agem como uma peneira para filtrar as partículas,  permitindo a vazão da água com virtualmente nenhuma queda de pressão. Essa filtração ocorre dentro de canais independentes, que podem ser acrescidos conforme a demanda de produção aumente. O processo de filtração é totalmente automatizado e com leitura eletrônica em tempo real do seu desempenho (velocidade da água, quantidade de água tratada por segundo, volume tratado, etc) por meio de painéis supervisórios externos aos tanques.

Adotando esse sistema, o Grupo Malwee poderia continuar utilizando todo o sistema eco-biológico de tratamento de efluente até a fase de separação do lodo pelo sistema de decantação, implantando a partir desse ponto, a nova fase com a MBR. Em 2010, após a realização de visitas técnicas nas estações de tratamento europeias que estavam adotando o novo sistema de tratamento, a equipe responsável pelo projeto no Grupo Malwee, decidiu pela implementação deste novo sistema em seu processo produtivo. Adicionalmente, optou-se pelo sistema de tratamento por membrana de fibra oca que, comparativamente à membrana plana, apresenta algumas vantagens significativas para o Grupo, como por exemplo, uma maior eficiência com uma menor área ocupada.

Em novembro de 2011, foi iniciado efetivamente o processo de instalação. Uma nova edificação no parque industrial do Grupo Malwee, em Jaraguá do Sul, foi planejada, e as obras começaram no início de 2012. Esse novo prédio, com 600 m² de área construída, possui: laboratório de análise da qualidade da água, sala de treinamento, sala de equipamentos elétricos (estabilizadores e geradores), sala de armazenamento de produtos químicos (ácido cítrico e hipoclorito de sódio), sala de controle, sala de válvulas, além de pátio interno com instalação dos tanques que contêm as membranas imersas. Os equipamentos foram todos fabricados e fornecidos pela GE (conjuntos de membranas de ultrafiltração, bombas de lóbulos e sopradores de ar) e a inteligência do processo ficou a cargo da EUROMEC, empresa italiana referência na instalação e inteligência de projetos de estação de tratamento de efluentes industriais. A instalação foi finalizada em outubro de 2012, quando os primeiros resultados já puderam ser mensurados e a eficiência do novo sistema para os próximos 12 meses pode ser projetada. O investimento da empresa totalizou R$ 12 milhões até essa etapa, tendo sido feito também integralmente com recursos próprios.

Com estas melhorias, a eficiência do tratamento de efluentes hoje alcança um patamar de 98% e o efluente devolvido ao rio Jaraguá tem excelente qualidade, obedecendo com folga a todos os padrões ambientais exigidos. Vale ressaltar que mesmo antes de implantar o novo sistema de Tratamento de Efluentes por Membrana, a empresa já atendia mais do que o exigido pela legislação.

Atualmente, são recuperados até 50.000 litros/hora de água por meio deste sistema, que deixa a água em perfeito estado para ser reutilizada no processo industrial. Essa água é aproveitada principalmente no setor de tinturaria, nos processos de tingimento e lavação. Com isso, o Grupo Malwee deixa de captar do rio Jaraguá mais de 200 milhões de litros de água por ano, comprovando a utilização de um processo ecologicamente amigável.

 

 

CASE: RESÍDUOS QUE VIRAM MODA

 

Para o Grupo Malwee, historicamente comprometido com a preservação dos recursos naturais, não basta apenas controlar e minimizar os impactos dos resíduos gerados pela sua atividade industrial como também não é mais suficiente apenas controlar os impactos na origem, concentrando esforços para produzir sem poluir. No intuito de reduzir o consumo de recursos, reutilizar insumos e ao mesmo tempo contribuir com a reciclagem, o Grupo Malwee realiza constantemente uma série de pesquisas para adotar práticas e matérias-primas a fim de atender esta demanda. O desfibrado (fio produzido a partir de resíduos de malha) e a malha PET (produzida a partir da transformação de garrafas PET em fibras de poliéster que podem ser utilizadas na indústria têxtil) têm sido referência neste sentido.

Um estudo ambiental feito internamente pelo próprio Grupo Malwee apontou duas verdades incontestáveis e absolutamente convincentes para que a empresa viesse a e utilizar esse tipo de material:

  • Primeiro: a reciclagem de uma tonelada de PET economiza 130 Kg de petróleo;
  • Segundo: as garrafas de PET usadas podem ser reaproveitáveis especialmente como matéria-prima da indústria têxtil. 1 garrafa PET de 600 ml é suficiente para fabricar uma camiseta tamanho adulto.

A empresa viu aí a oportunidade de aproveitar sua capacidade e know-how de produção e mercado para minimizar os impactos negativos do descarte das garrafas PET na natureza e de transformá-las em fibras de poliéster, podendo ser utilizadas pela indústria têxtil. Isto é, transformar resíduo em moda.

Com o fio desfibrado não foi diferente. Percebendo o grande volume de resíduos de malha que a empresa produzia, assim como a percepção de que todas as outras empresas têxteis estavam produzindo uma quantidade considerável deste mesmo resíduo, assim como acompanhando o sucesso e boa aceitação das peças provenientes da malha PET, o Grupo Malwee vislumbrou uma nova oportunidade e buscou no mercado uma solução que resultou na produção de malha proveniente de fio desfibrado, ou seja, confeccionado a partir de resíduos de malha. Desde lá, estes resíduos passaram a ser vendidos para uma empresa especializada na produção dessa matéria-prima, que passou a ser um fornecedor desse material para o Grupo Malwee. Este fornecedor trabalha também com resíduos de malha provenientes de outras empresas, o que significa que o Grupo Malwee além de contribuir destinando corretamente seu resíduo, reutiliza e auxilia a reciclagem de resíduos provenientes de outras empresas.

O início da construção da estratégia de utilização das garrafas PET na produção de coleções têxteis se deu em 2009. Foi nesse ano que o Grupo Malwee concluiu a pesquisa sobre as empresas brasileiras que dispunham da tecnologia para transformar garrafas PET em fibras de poliéster. O estudo levou em conta a busca por empresas certificadas, que pudessem comprovar a origem dos materiais reutilizados no processo de confecção das fibras vinda de cooperativas, ONGs e associações comunitárias. Isto porque havia dois objetivos bastante claros para o Grupo Malwee nesse projeto:

  1. Reutilizar de forma inteligente e não poluente os resíduos gerados por outros (empresas e população em geral);
  2. Gerar benefícios sociais. Isto é, contribuir efetivamente com famílias de catadores e recicladores de lixo, estimulando seu trabalho através da compra do material por elas coletado.

O Grupo Malwee contratou fornecedores que possuíam atributos considerados bastante importantes: tradição no mercado, certificação, tecnologia e compra de matéria-prima com origem referenciada e comprovada. Estes fornecedores também foram abertos à ideia de desenvolver fios têxteis a partir das embalagens PET de acordo com as necessidades e o padrão Grupo Malwee de qualidade.

As primeiras encomendas de fios aconteceram ainda em 2010, ano que o Grupo Malwee desenvolveu pilotos, testes e estudos de aplicação dos fios em seu processo produtivo, parte com a criação de peças e coleções exclusivas e, de outra parte, inserindo o novo processo em coleções já existentes no planejamento da empresa. Esse período de laboratório e testes envolveu aproximadamente 15 profissionais da empresa e foi realizado durante todo o ano de 2010 com excelentes resultados de aplicabilidade. Em 2011, efetivamente, iniciou-se a produção comercial das primeiras coleções com fio pet.

A equipe de profissionais do Grupo Malwee, que esteve à frente desse projeto, também percebeu a necessidade de informar e envolver o consumidor nesse novo processo produtivo. Todas as peças produzidas e comercializadas com o fio de poliéster PET pelo Grupo Malwee receberam um TAG informativo.

O site principal do Grupo Malwee (www.grupomalwee.com.br) ganhou um contador de garrafas PET instalado para simular a contagem do uso de garrafas recicladas na produção das malhas desde o início do projeto.

O Grupo Malwee também teve a preocupação de treinar os balconistas em seus pontos de venda, informando-os sobre a nova matéria-prima empregada em suas coleções. Para isso, foi publicado uma matéria completa na Revista Abraçar (canal de comunicação interno), com cerca de 130 mil exemplares distribuídos aos balconistas que trabalham com as marcas do Grupo Malwee em todo o Brasil, além da publicação de anúncios institucionais nos catálogos e e-mails marketing aos clientes.

Já com os fios desfibrados tudo começa com o recolhimento dos resíduos de malha do Grupo Malwee; esses resíduos são separados por cor e desfibrados por um fornecedor para então se tornar uma fita de fibras (novos fios), que posteriormente virará malha para a produção têxtil. A utilização do fio desfibrado teve inicio em 2011 e se mantém até hoje, apresentando crescimento significativo.

Outra alternativa que o Grupo Malwee encontrou para levar a informação aos seus consumidores sobre esses produtos, bem como a prática de reutilizar resíduos na produção de peças foram as redes sociais. Através de seus canais como o Facebook e o Instagram, a empresa busca evidenciar e relacionar peças que contenham este tipo de fio, conscientizando seus públicos e os engajando em busca de um consumo responsável, mostrando o fácil acesso a seus produtos sustentáveis.

Além de evitar o descarte de garrafas PET nos lixões, assim como o descarte dos restos de malha e também o de economizar recursos naturais na produção, é importante frisar que essas ações têm um cunho social grande porque envolvem diretamente milhares de pessoas ligadas às cooperativas, associações comunitárias e empresas que vivem da reciclagem e fabricação destes fios. Outro viés dessas ações é a inovação tecnológica, já que foi necessário absorver na linha de produção do Grupo Malwee novos fios para composição da malha, até então nunca trabalhados pela empresa.

Até hoje, o Grupo Malwee já reutilizou mais de 17 milhões de garrafas PET e mais de 44 mil kg de malha desfibrada. Esse volume é o total do que deixou de ser lançado no meio ambiente e nos lixões brasileiros. Além de evitar que estes resíduos fossem descartados, o Grupo Malwee deixou de utilizar uma parcela de novos insumos ao inserir estas malhas na composição das peças, gerando automaticamente uma otimização de custos. Mais do que isso é também o volume arrecadado por comunidades, cooperativas e associações que buscam na reciclagem sua principal fonte de renda e nas empresas que produzem o fio desfibrado.

O uso destes fios pela indústria têxtil é de alta reprodutibilidade e a oferta de matéria-prima é ampla, uma vez que há um número considerável de cooperativas organizadas e fabricantes do fio PET que podem fornecê-lo às indústrias, assim como do fio desfibrado. Basta que outras empresas queiram reproduzir estas ações e os benefícios socioambientais serão multiplicados.

O sucesso dessa iniciativa é hoje percebido em várias esferas e o resíduo deixa de ser lixo para virar moda, transformando o planeta em um lugar mais sustentável.

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